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IndieLisboa: Competição Nacional - CURTAS 1

IndieLisboa: Competição Nacional - CURTAS 1

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Foram 3 curtas-metragens portuguesas que tiveram estreia mundial no IndieLisboa 2020. Podes ver aqui a nossa crítica!

Criado por: Sofia Correia em 27 / 08 / 2020

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É importante saudar a postura incrível do festival IndieLisboa 2020 que dá salas a filmes que precisam de ser vistos. Acho que o festival começou da melhor maneira a secção “Competição Portuguesa”.


Este é o espaço que reúne curtas e longas metragens portuguesas e foi no cinema S. Jorge que tiveram estreia mundial três curtas-metragens portuguesas. Tivemos direito a mais uma de 2019, esta que foi, na minha opinião, a melhor da noite!  


Um drama familiar, um documentário histórico, um filme de animação e uma hilariante aldeia real. Vamos lá conhecer um pouco destes filmes:


Começamos a sessão com Moço, um filme que foi filmado no algarve, terra que acompanhou o crescimento de Bernardo Lopes, o realizador. E é sobre um momento crucial da juventude dele que fala este filme. É pessoal e sente-se em cada segundo da curta o quão significativo foi para Bernardo realizá-lo. Conta a história de um jovem que, ao perceber que não tem uma base familiar normal e feliz, um dia decide não regressar a casa. É a perfeita imagem de uma família infeliz. Esta cena é gigante e de puro sentimento. Cria de imediato uma forte empatia com a personagem mais nova. 


Passamos para Parto Sem Dor, é todo dedicado a Cesina Bernudes, a obstetra portuguesa que foi a primeira mulher portuguesa a concluir um doutoramento na Faculdade de Medicina de Lisboa e foi pioneira da introdução do parto sem dor. Com a realizadora Maria Mire, damos um mergulho histórico num cubo que está centrado na tela e passa imagens de arquivo e recriadas sobre Cesina. O documentário é narrado, mas de forma cansativa. Sempre no mesmo tom, sem dinamismo e demasiado lento. Não me cativou, ainda assim, é importante. Honra a vida de uma mulher lutadora e que mudou o país (ou tentou)!


A penúltima curta-metragem é da autoria de João Fazenda, chama-se Mesa e é uma celebração divertida sobre o tempo que passamos à mesa com a família e os amigos. Parece difícil, mas o realizador conseguiu este retrato com vigor, sem precisar de diálogos. É com a música de Philippe Lenzini que o filme cria múltiplas histórias de animação e que caracterizam os vários comportamentos que as pessoas têm à mesa. Um trabalho de grande qualidade e que nos diverte do início ao fim.


Para finalizar a noite viajamos com Ana Maria Gomes até à sua terra natal, no norte de Portugal. Bustarenga é um filme sobre poesia. E quem a faz são os habitantes (alguns deles são familiares da realizadora) da aldeia que aceitaram fazer parte do filme. É genuinamente engraçado, primeiro porque gira em torno de uma problemática: Ana Maria tem 36 anos e ainda não namora. E segundo porque é puro. As gargalhadas que damos são por conta das senhoras que tentam ajudar Ana Maria a conhecer um homem bom para casar e ter filhos. Leva-nos a um modo de pensar ancestral, mas ao mesmo tempo, sentimo-nos felizes e a transbordar de amor por aquelas mulheres. É um filme especial que me faz querer ver mais e mais. Não chega uma curta, todos nós precisamos de uma longa sobre Bustarenga. 




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