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IndieLisboa - Resumo do Dia 3

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E o terceiro dia de festival IndieLisboa já lá vai. Nós estivemos por lá e trazemos-te aqui o resumo do dia.

Criado por: Ricardo Santos Silva em 28 / 08 / 2020

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O 3º dia do IndieLisboa 2020 arrancou às 15h30 na Cinemateca Portuguesa com duas curtas da secção "Retrospectiva", "Monangambeee" e "Phela-Ndaba", tendo finalizado também com um filme desta secção "Ceddo" de Ousmane Sembène, cineasta senegalês que está como bandeira do festival este ano e que aqui, continuou a ser revisitado. 


A secção "Silvestre" continua a ser das mais mostradas no festival até agora. Neste 3º dia, foram mais cinco filmes desta secção, tivemos os títulos, "Mati Diop 1" (duas curtas da cineasta franco-senegalesa que está em destaque nesta secção), O Mundo (segundo conjunto de curtas desta secção), "Jeanne" (novo pensamento de Bruno Dumont sobre a lenda de Joana D`Arc), "Cemetery" (documentário de Carlos Casas sobre Nga, um elefante velho e cansado), "Si c`état de l`amour" (de Patric Chiha sobre quinze bailarinos em tournée, onde apresentam uma peça em homenagem às raves dos anos 90, a dada altura a barreira entre documentário e filme parece cair...)


Também durante este dia tivemos quatro secções com mostras de apenas um filme/atividade, tivemos o início do IndieJúnio, parte do festival dedicado aos mais novos que tem mostra de filmes, debates, jogos e outras atividades, no dia de ontem decorreu no Cinema S. Jorge., tivemos curtas na secção de "Director`s Cut" e tivemos também um debate na esplanada da Cinemateca Portuguesa sob o título "Fórum 50 & Ousmane Sembène: O Cinema Como Forma De Reflexão E Ação Política", sobre como o cinema e os filmes são uma forma de reflexão e como ação política. E demos bastante atenção a um documentário da secção "IndieMusic", o "Eletronica:Mentes", sobre o início da música eletrónica no Brasil. Acompanhei com especial atenção este documentário porque conheço e é bastante conhecida em todo o mundo, a história do início e da importância da MPB e da Bossa Nova naquele país, mas esta área musical é um pouco marginalizada, ainda muito associada a noite, festas e droga, e ter esta perspetiva documental era importante. Um documentário muito bem feito, sempre dinâmico com contributos de pessoas pioneiras deste estilo no Brasil e de pessoas que o continuam a alimentar nos dias de hoje.


Quanto às competições maiores do festival, tivemos a mostra de um filme da Competição Nacional, "Ana e Maurizio" de Catarina Mourão sobre a pintora Ana Marchand que sempre se sentiu um tanto deslocada na sua família.


Na Competição Internacional, tivemos dois filmes, "A Febre" de Maya Da-Rin que conta a história de um homem de meia idade com uma rotina difícil que lhe causa uma estranha febre, filme que arrecadou o leopardo de ouro do Festival de Locarno e sobre o qual escrevemos este texto. Ainda na mostra internacional tivemos uma mostra ao ar livre no Capitólio de "Baamum Nafi" de Mamadou Dia, primeira longa metragem do cineasta senegalês, filmada na sua cidade natal sobre dois irmãos que se zangam por causa do casamento dos seus filhos, vê aqui a nossa review.


Um dia de grandes emoções e que continua a entusiasmar-nos com este Festival Internacional de Cinema de Lisboa... 




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