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IndieLisboa: Competição Internacional - Curtas III

IndieLisboa: Competição Internacional - Curtas III

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Conhece aqui as curtas metragens na 3a mostra da competição internacional do IndieLisboa 2020.

Criado por: João Jesus em 02 / 09 / 2020

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Em pouco mais de 1 hora conseguimos ver 4 ou 5 visões completamente diferentes de fazer cinema e depois como é obvio vai depender muito de como elas nos vão impactar. 


Em pouco mais de 1 hora conseguimos ver 4 ou 5 visões completamente diferentes de fazer cinema e depois como é obvio vai depender muito de como elas nos vão impactar. 


Nesta sessão de curtas internacionais tivemos filmes de animação, documentários e ficção e esta mistura de diferentes abordagens que contam uma historia é o que mais gosto destas sessões.

 

Fiebre Austral



A primeira coisa que se destaca nesta curta, logo pelo seu momento inicial, é a capacidade do realizador de utilizar espaços e enquadramentos.


Thomas Woodroffe deixa a sua história movimentar-se para dentro e fora da câmara de uma maneira tão natural que às vezes parece que apanhou o que se passava por mero acidente. Utiliza a luz, o som e o cenário para adicionar sempre mais à narrativa e mesmo com uma história que não me disse tanto, foi capaz de captar a minha atenção.


É um filme que, gostemos ou não, fica connosco algum tempo e começamos a pensar em tudo o que se passou e foi dito e mais ainda no que não vimos.


Symbiosis



Ao contrário da primeira curta, o que ao início me fez ficar um pouco desligado foi o visual. Este é um filme de animação e sendo a animação uma arte, às vezes não conectamos por causa dos nossos gostos, esse foi o meu caso. No início achei os desenhos bastante básicos.


Mas com o passar do tempo esse sentimento desapareceu graças ao voyerismo que foi criado com a história, os textos e a narrativa fizeram me sentir muito próximo desta mulher, uma mulher que tal como todos nós muitas vezes julga-se a ela própria pelos erros dos outros.


É uma história extremamente sexual e sensual, mas nunca usou isso para chocar, não, antes pelo contrário, aborda as mulheres e os seus órgãos sexuais de uma maneira tão natural que era óbvio, só poderia ter sido realizado por duas mulheres.


Batalha



Não sei como analisar esta curta, primeiro devo dizer logo que foi talvez a obra que mais gostei em todo este IndieLisboa, mas não sei explicar o porquê, pois à primeira vista parece ter muito pouco de cinema, é quase como uma tempestade perfeita onde os autores tiveram a sorte de estar no momento certo no local certo.


É um documentário que começa como milhares de outros começam e de repente devido às energias e emoções a curta começa a ganhar a sua própria vida e torna-se algo diferente, torna-se uma micro amostra de uma sociedade gigantesca que é o Brasil.

Esta curta é uma pequena amostra do trabalho feito por esta equipa pois pelo que dizem no final, vem aí uma longa e eu, pelo menos, mal posso esperar.


This Means More



Esta foi a curta que menos gostei e a razão disso foi devido à escolha de misturar 2 medias e 2 abordagens a uma história que, muito sinceramente, merecia mais.


Se um lado temos imagens geradas por computador e uma linguagem muito fria e técnica, no outro temos o estilo mais tradicional de documentário, com entrevistas e pessoas que ainda hoje são afetadas por este desastre que matou mais de 90 pessoas.

Devido a abordagens tão diferentes temos uma obra muito disfuncional e onde às vezes ficamos na dúvida se estão relacionadas.


Abissu


Esta curta de França não tem nada para falarmos mal ou bem, é uma história banal com uma abordagem já vista milhares de vezes e à medida que o tempo passa começamos a pensar o porquê de alguém ter escolhido esta história para contar.


Está bem filmado, tem uma boa fotografia, os atores não são maus, mas gostava de, pelo menos, sentir que este realizador tinha tomado o risco de mostrar a sua visão.




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