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UnReal: a diferença entre o real e o reality...

UnReal: a diferença entre o real e o reality...

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Uma série que mostra tudo o que se passa nos bastidores de um reality show. Será, aquilo que vemos, tudo verdade? Ou nem por isso?

Criado por: João Jesus em 15 / 10 / 2020

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Então, ontem a quarta e a última temporada de Unreal estreou na TvCine Emotion e mais do que escrever uma crítica, queria escrever sobre o porquê desta série estar à frente do seu tempo e o porquê de ser tão interessante. ⠀



Na verdade, para mim, é obrigatório ver!⠀



Quando começou em 2015, era uma série que poucas pessoas conheciam porque era diferente de tudo aquilo que estava na televisão. Não tentou dar lições de moral, os bons não são aqueles que esperamos, e até podemos discutir sobre se existem bons ou não.⠀



Os papéis das mulheres que conduzem a série não são de vítimas ou de pessoas que são manipuladas, não… elas são tubarões, são fortes e não tomam nenhum papel secundário em relação aos outros. ⠀
E o mais importante a série nunca se esquiva da “realidade” dos Reality Shows.⠀



Depois de ver a primeira temporada, comecei a questionar-me, quanto daquilo que vemos nos Reality Shows é real, quantos momentos são ensaiados ou pelo menos manipulados, como e porque é que certas pessoas são escolhidas para estar no programa… É como dizem num dos seus slogans: “Pessoas más fazem programas de televisão bons”.⠀



Mas volto outra vez a perguntar , quem são os maus nesta história? ⠀
São as pessoas do programa que querem ser famosas? São as pessoas por trás do programa que querem audiências? Ou somos todos nós que queremos ver drama e exigimos que nos deem mais e mais?⠀



Isto é o que esta série nos faz algumas vezes pensar. Não tem barreiras, não tem medos de meter um espelho à frente da audiência e faz-nos questionar a nós próprios tal como as personagens o fazem. ⠀



Num tempo antes do movimento me too, fake news e os milhões de reality shows sobre tudo aquilo que conseguias imaginar, esta série foi capaz de perceber o quão perigoso era tudo isto.


Cria desde o início uma atmosfera da qual tu não consegues desviar o olhar mesmo quando te repulsa com uma personagem com grandes defeitos como por exemplo aquela interpretada por Shiri Appleby que de certa forma é como todos nós e luta contra ela própria entre as suas ambições e valores morais.⠀




O problema da sua personagem Rachel é que, a única vez que é reconhecida e recompensada pelos seus colegas é quando passa por cima dos seus valores e mesmo as pessoas que cuidam bem dela só o fazem depois dela trazer ao de cima a miséria dos outros e aumentar ratings.⠀




Constance Zimmer desempenha um papel perfeito como Quinn. Ela é o verdadeiro anti-herói. Odiamos o que ela faz, mas não conseguimos deixar de a admirar porque ela consegue elevar-se num mundo que só a quer menosprezar, principalmente por ela ser mulher.⠀



Mas as mulheres não são a única "minoria", aliás, elas brilham. A segunda temporada trata de trazer diversidade para a televisão e como isso é usado como trunfo.⠀
E as pessoas por trás não se importam, mesmo quando mencionam que o pretendente é "jogador de futebol negro” e não “negro normal” sem qualquer pudor.⠀




Esta é uma série que sabe que botões deve apertar e nada está fora dos limites para expor a duplicidade das pessoas que pensamos conhecer, só porque vemos na televisão. ⠀




Nem quando se trata de tudo o que os afeta tão profundamente a ponto de alguns perderem as suas próprias vidas. Devemos também perceber se queremos fazer parte de tudo isto. ⠀




Vê esta série e toma a tua decisão!




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