A Doce Vida

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Duração: 175 minutos

Data de Estreia: 05 / 02 / 1960

Orçamento: Sem Informação

Receita: Sem Informação

Linguagem: Italiano

Status: Lançado

Produtora /s:

Riama Film Cinecittà Pathé Consortium Cinéma

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Sinopse

Marcello é um jovem jornalista playboy que passa os dias entre celebridades e gente rica procurando a felicidade efémera em festas e sexo. Quando Sylvia, uma estrela de cinema famosa, chega a Roma, ele vai esperá-la ao aeroporto e faz tudo para passar uns dias com ela...

Review

ranting

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A Doce Vida

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30 / 07 / 2020

Este “La Dolce Vita”... conta a história de um jornalista de revista cor-de-rosa, que quer também ser escritor. Anda, portanto, sempre pelos meios artísticos, pelas festas e acompanhado de paparazzis. Neste épico de quase 3h, Fellini mostra este homem, Marcello, como um galã, que entra em todos os clubes, passa pela polícia e que, com o seu nome, pode, praticamente, fazer o que quiser. 

É um filme de uma beleza ternurenta, os diálogos, os cheiros que sentimos com as imagens a preto e branco que ali vemos e com planos que, não parecem nada de 1960, percebo porque é que Fellini estava tão à frente para o seu tempo. É um filme que parece um conjunto de contos cheio de intervenientes e vida sobre um homem solitário. Com isto quero dizer que, apesar de aparentar uma vida de felicidade e movimento, Marcello leva uma vida solitária, com várias parceiras, em que a história com cada parceira nos é apresentada como um pequeno conto (quase um mini-filme) dentro do filme. Eu pensava que a atriz sueca, Anita Ekberg, que interpreta uma famosa atriz norte-americana e é ali, a mulher mais bonita do mundo, seria uma personagem essencial, principal, e que estaria ali durante todo o filme, mas não. Oh, não. Ela é mais uma página na vida solitária de Marcello, mais uma com que o jornalista pensava poder matar o tédio…

É uma reflexão importante sobre a ribalta, sobre o que significa estar rodeado de toda a gente, do bom e do melhor e, quando chega a noite, quando a festa está a acabar, não querer encarar a realidade, não querer que aquilo acabe. Porque, se acabar, a solidão vai voltar a bater, a chapada de realidade vai ser real, e para uma pessoa só que se distrai com luzes e passadeiras vermelhas, isso é o verdadeiro purgatório. 

Deixem-me ainda dizer que, adoro cenas longas, na mesma divisão, coisas de 3 minutos ou mais e este filme está cheio delas, adorei mesmo. Não se esqueçam, depois deste, ainda vos vamos trazer mais 5 filmes deste cineasta que, se estivesse vivo, completaria 100 anos neste 2020.




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