A Estrada

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Duração: 115 minutos

Data de Estreia: 23 / 09 / 1954

Orçamento: Sem Informação

Receita: Sem Informação

Linguagem: Italiano

Status: Lançado

Produtora /s:

Ponti-De Laurentiis Cinematografica

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Sinopse

Figura frágil e ingénua num mundo sem amor, Gelsomina é vendida pela mãe a Zampanò, um saltimbanco forte e bruto que a leva para trabalhar com ele na sua vida de estrada, dando-lhe um número burlesco. Quando este encontra um velho rival, o artista que dá pela alcunha de “O Louco”, a fúria do homem musculado é provocada até ao ponto de rutura.

Review

ranting

Reviews: 115
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A Estrada

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31 / 07 / 2020

La Strada… meus amigos e amigas… que fita! Que fita! Com isto quero dizer que… nesta série de celebração do centenário de Fellini que estamos a acompanhar é-me difícil atribuir uma classificação de estrelas a este filme, por tudo o que estes filmes representam e pela altura em que foram filmados e montados mas é o meu trabalho, no entanto, este “La Strada” foi fácil, desde o princípio que senti que iam ser 5 estrelas e pronto.

Um artista itinerante paga a uma senhora com cinco filhos para poder levar a sua filha mais velha (Gelsomina) para passar a ser a sua assistente  de espetáculo. Como a família é pobre e há muitas bocas para alimentar a mãe pede à filha que aceite o pedido de Zampanó, o tal artista itinerante. 

Aí se inicia uma vida de estrada, onde começamos a ver passar aos nossos olhos, uma comédia que me lembrou muito os filmes de comédia mudos, do género Charlie Chaplin e a grande culpada é a Gelsomina, brilhantemente interpretada por Giulietta Masina. Fiquei maravilhado com as expressões faciais que esta atriz põe nesta personagem, a rapidez com que muda de um sorriso para um choro, a forma como anda, corre, muito engraçada. E a forma como faz crescer uma personagem de forma estratosférica, é incrivelmente completa.

Vamos assistindo então a uma comédia que começa a introduzir o tema da solidão, de uma solidão de artista que, depois das palmas, tem que voltar à solidão da estrada e, principalmente, Zampanó que não o demonstra mas todos vemos o que se passa naquela cabeça por causa das ações que são uma consequência do que o artista sente.

É uma obra genial de Fellini. Conseguiu pôr-me a rir e a chorar quase ao mesmo tempo enquanto pensava sobre a solidão, algo que nunca pensaria fazer dado o tema.




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