Ordem Moral

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Duração: 101 minutos

Data de Estreia: 10 / 09 / 2020

Orçamento: Sem Informação

Receita: Sem Informação

Linguagem: Portiguês

Status: Lançado

Produtora /s:

Leopardo Filmes

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Ordem Moral

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20 / 08 / 2020

Ordem Moral conta a história verídica de Maria Adelaide (Maria de Medeiros), detentora do Diário de Notícias e herdeira de uma herança considerável. 

O filme, que estreia no próximo dia 10 de Setembro, retrata perfeitamente o quão complicado é ser mulher num mundo comandado por homens (que ainda o é mas que nesta época era mais) nos anos 20. Maria Adelaide recebeu o jornal Diário de Notícias na herança do seu avô mas, por ser mulher, não podia trabalhar lá e a direção do jornal estava encarregue do seu marido, Alfredo da Cunha (Marcelo Urgeghe). 

No início do filme percebemos que a relação entre os dois está há muito deteriorada, por culpa do marido que a traiu já várias vezes e, naquele momento, a andava a trair com uma colega do seu grupo de teatro muito mais nova, Sophia de Azevedo (Julia Palha). 

A partir daqui entramos numa espiral de ações que dão alguma repulsa ver, por sabermos que aconteceram mesmo, e que ainda hoje acontecem, ações de desrespeito da mulher só por ser mulher e de como a mulher, neste caso Maria Adelaide, tem que lidar com elas, sozinha, quase sempre sozinha. 

Maria de Medeiros tem aqui um papel absolutamente incrível. A forma como consegue exprimir emoções, dar vida a um texto sombrio, a uma personagem sofrida, com dor, alegria, emoção, é realmente agradável e arrebatador de ver e viver. Quando a sua personagem, Maria Adelaide, foge de casa com um chauffer uns bons anos mais novo, depois de o ter salvado da Febre Espanhola, inicia-se uma aventura de amor e respeito onde vemos outro grande ator, João Pedro Mamede, que impinge no filme uma atuação soberba, quando começa a encher a vida de Maria Adelaide de luz, de alegria, de sentido. 

Temos um argumento muito bem escrito, uma panóplia de grandes atores e atrizes (para além dos que já indiquei temos ainda, Albano Jerónimo, Dinarte Branco, Ana Bustorff, Sónia Balacó, João Arrais, Isabel Ruth, Miguel Borges, Vera Moura, Rui Morrison, entre outros), e uma fotografia e realização excelentes de Mário Barroso.

A banda sonora composta por Mário Laginha deixa qualquer um agarrado às emoções que o filme tenta transparecer para o público, e agrupa bem tudo o que o filme tem de bom e as partes menos boas são quase esquecidas, acho apenas que por vezes há diálogos muito teatrais, mas a verdade é que a época representada cria essa necessidade também.

Recomendo mesmo, este é um ótimo filme para irem ver ao grande ecrã, apoiem o cinema português.




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