El año del descubrimiento

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Duração: 200 minutos

Data de Estreia: 13 / 11 / 2020

Orçamento: Sem Informação

Receita: Sem Informação

Linguagem: Espanhol

Status: Lançado

Produtora /s:

LaCima Producciones Alina Film

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El año del descubrimiento

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29 / 08 / 2020

El Año del Descubrimiento


Ontem tive a oportunidade de não só assistir o documentário "El Año del Descubrimiento" na Culturgest, filme que está na competição Internacional do Indie Lisboa 20202, mas também de ouvir da boca do seu realizador a razão para ter feito este filme.


“Quase ninguém em Espanha se lembrava de que isto tinha acontecido,” , “e isso era mais uma razão para eu querer fazer este filme. Porque eu lembrava-me” refere o realizador Luis López Carrasco.


Este é um filme interessante logo à partida pela sua composição visual. O uso do Split Screen adiciona uma dinâmica e energia muito necessária para uma obra como esta. Ajuda a que os depoimentos tenham ainda mais suporte destas pessoas, que viveram tudo isto... quer dizer, as que viveram.

Sim, porque este documentário também inova por quebrar algumas regras ou, pelo menos, por as contornar. Tal como explicou o realizador no início. 




“Originalmente, íamos fazer uma reconstituição, mais parecida com os filmes de Peter Watkins, como "The Commune", contou-nos. “Mas, quando conhecemos os sindicalistas, demo-nos conta de que eram rostos e vozes com quem nunca ninguém tinha falado, e que o carácter de documento, de testemunho pessoal, era importante. Tudo o que eles nos contavam era muito mais relevante do que qualquer coisa que pudéssemos inventar.”


E é nesse momento que o filme se torna algo mais. O realizador eleva esta obra quando começa a usar os filhos, colegas e familiares de pessoas envolvidas nos eventos como actores. E mais, consegue desfocar as linhas temporais do documentário e começamos a perceber aos poucos que não falamos apenas da crise de 1992 mas também da crise de 2010.  Aos poucos, vemos paralelismos entre as duas.


A maneira que ele decide utilizar para fazer isso é, filmar num epicentro social muito comum a muitas sociedades, como o bar Tana, situado em Cartagena.

Tal como todos nós fazemos nos nossos bares, nesse bar há espaço para todas as discussões, contam-se histórias e partilham-se experiências. Apesar da falta de qualidade das imagens, o documentário consegue parecer que estamos lá.  


O que achei mais interessante é, como esta crise acontece num ano onde tudo parecia que estava a favor de Espanha. 1992 foi ano da EXPO em Sevilha e dos Jogos Olímpicos, mas o resto do país estava nesta situação. E isso é um grande abre olhos para as aparências da normalidade.




Onde este filme peca, como muitos outros documentários do género, é no seu tamanho. Tem 200 minutos e torna-se um pouco longo e acho que acontece porque muitas vezes está associado ao ter sido editado por quem o filma. Sendo um filme sobre humanidade e histórias de pessoas que quem filma cria relações, torna-se difícil cortar. Mas ao mesmo tempo perde alguma da sua força em algumas partes, pois podia pelo menos ter alguns momentos mais curtos.


Dito tudo isto, é um filme super interessante e que, principalmente as pessoas que se lembram destes momentos da história, vão ficar fascinados!




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