The Twentieth Century

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Duração: 90 minutos

Data de Estreia: 20 / 12 / 2019

Orçamento: Sem Informação

Receita: Sem Informação

Linguagem: Inglês

Status: Lançado

Produtora /s:

Voyelles Films

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ranting

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The Twentieth Century

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30 / 08 / 2020

Twentieth Century de Matthew Rankin é uma comidice, um daqueles filmes contados de uma forma mirabolante, cenários distorcidos, pássaros que parecem tirados de uma série de bonecos feita por Terry Gilliam dos Monty Python, uma iluminação estranha mas que, no fim de tudo, resulta para um filme extremamente divertido e emocionante. 

A história de Mackenzie King, ex-primeiro ministro do Canadá e que foi o primeiro-ministro mais jovem de sempre e também o que mais tempo esteve no cargo naquele país é aqui contada de uma forma satírica pelo realizador.

Os costumes canadianos são todos postos numa espécie de olimpíadas nas quais os candidatos têm que competir para então ganharem o direito de ser nomeados primeiros-ministros. Têm que, cortar bem fitas de inauguração, têm que conseguir matar o maior número de focas bebés, têm que ganhar num jogo de wrestling de pernas, tudo coisas disparatadas para uma eleição. 

Mackenzie King é aqui interpretado brilhantemente por Dan Beirne. A história neste filme aproxima-se, em algumas partes, à história verdadeira deste político. Por exemplo, sabe-se que a mãe de Mackenzie King o tinha em maior amor que aos irmãos e que teve sempre bastante influência em toda a educação e escolhas de vida do seu filho, muito mais que o pai. No filme, a figura da mãe é assim mesmo representada, muito ao exagero, sempre a lutar pelo bem do filho a partir da sua cama de onde não sai desde que Mackenzie nasceu por causa das enxaquecas que toda a atividade de preparar o filho para a liderança do país lhe dão. Outra, Mackenzie King era conhecido por apoiar os hospitais para crianças e, no filme, uma das suas maiores confidentes é mesmo uma pequena criança que está internada num hospital com tuberculose.

A banda sonora, todas as personagens, o teor sexual e parvo da coisa, a luz, a dinâmica, fazem deste um filme uma das maiores surpresas deste Festival IndieLisboa. Gostei muito e recomendo a todos que o tentem ver.




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