Adú

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Duração: 119 minutos

Data de Estreia: 31 / 01 / 2020

Orçamento: Sem Informação

Receita: Sem Informação

Linguagem: Espanhol

Status: Lançado

Produtora /s:

Ikiru Films Mediaset La Terraza Films

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Reviews: 88
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Adú

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31 / 08 / 2020

Este filme é inspirado em histórias reais e provavelmente esse é um dos motivos porque consideramos Adú um filme importante.
Não é ficção... o que vemos no ecrã aconteceu e acontece com outras pessoas. São três histórias que parecem completamente separadas, no entanto, juntam-se num enredo que discute questões muito atuais como a imigração e refugiados na Europa.

O filme começa com a história de três polícias espanhóis em Melilha, um território espanhol no norte da África. É no início do filme que temos umas das cenas mais violentas de Adú. Um grupo de refugiados tenta pular a cerca e muitos deles ficam presos nos arames farpados. Uma imagem muito gráfica e faz-nos tapar os olhos. 


Conhecemos a seguir a história de Gonzalo, um homem espanhol que possui uma ONG em Camarões, África, para proteger os elefantes contra a caça ilegal. Gonzalo, preocupa-se mais com os elefantes do que com as pessoas ao seu redor e um bom exemplo deste facto é a sua filha Sandra, com quem mantém um relacionamento distante e talvez um pouco problemático. 


Por fim, chegamos a Adú e à sua irmã Alika. Ambos estão na floresta a andar de bicicleta quando acabam por testemunhar o assassinato de um elefante. Os irmãos começam a ser perseguidos e por isso, fogem para procurar o pai que está em Espanha. 


Com estas três histórias, o realizador aborda temáticas de extrema importância. É um filme simples mas que tenta maximizar a sua influência através do cruzamento de histórias reais e emocionantes. Poderia ser um filme perfeito, mas não é.


Tem uma linda fotografia que traz imagens brutais da extrema pobreza de África, mas é pouco mais do que isso. O principal erro é ter três histórias principais que nos fazem perder o foco e enfraquece o objetivo principal. No fim, as histórias acabam por ser conectadas de uma forma forçada e que parece que foi pensado “na última hora”.


Tinha potencial para ser um filme muito bem contando com boas personagens e com fortes interligações que nos cativam. Mas nem as personagens tiveram espaço para “brilhar”. 


Veio para nos relembrar de que nada serve termos boas intenções se não agirmos para tal. É uma montanha de altos e baixos que nos atiram para inúmeros lados sem nos dar um ponto forte ou uma cena com verdadeiro valor memorável. 


Ficamos com o pequeno Adú no coração e com a profunda tristeza de que há muitos como ele sem apoio e sem afeto. Pelo menos que nos faça despertar para o que realmente importa e que nos cative para apoiar, na melhor maneira possível, todos os refugiados que procuram uma nova casa onde se sintam seguros e salvos.




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