Carol

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Duração: 118 minutos

Data de Estreia: 20 / 11 / 2015

Orçamento: Sem Informação

Receita: Sem Informação

Linguagem: Inglês

Status: Lançado

Produtora /s:

Killer Films Number 9 Films Film4 Productions

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Sinopse

Nos anos 1950, Carol (Cate Blanchett) é casada com Harge Aird (Kyle Chandler), mas o relacionamento é de aparências, pois ela não o ama, mas fica presa nesse casamento por causa da boa condição financeira do marido. Ela busca a felicidade nos braços de outras mulheres e quando Harge descobre, ameaça a se divorciar e tirar a guarda da filha do casal. Mas para Carol é inevitável censurar seu amor pelas mulheres, especialmente quando conhece a vendedora Therese Belivet (Rooney Mara), com quem vive um intenso romance.

Review

ranting

Reviews: 88
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Carol

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31 / 08 / 2020

Há histórias que aconteceram há mais de 50 anos, mas não podiam ser contadas. Não, não… mantinham-se em segredo e muitas vezes morriam com as pessoas. Hoje, é normal ouvirmos histórias como a de Carol, que ganham cada vez mais espaço no cinema e até começam a tornar-se populares porque já são temas mais frequentes e não se evitam tanto, como talvez se evitavam nesses anos. 

Como é raro conhecermos histórias parecidas com a de Carol, até parecem ser só ficção. Mas não é bem assim. Todd Haynes quis mudar essa perspetiva e trouxe para as telas uma história adaptada do livro The Price of Salt de Patricia Highsmith sobre um amor entre duas mulheres, Carol (Cate Blanchett) e Therese (Rooney Mara) que viviam nos 50 nos EUA. 


A jovem Therese trabalha numa loja de brinquedos e sonha ser fotógrafa. Durante a época caótica do natal, conhece Carol na loja onde trabalha, uma mãe rica e casada com o empresário Harge (Kyle Chandler). Começam um romance escondido, mas fica em segredo por pouco tempo. 


Já acho que o realizador consegue conquistar-nos só com a história que escolheu contar, no entanto, para mim, foi o elenco que me fez continuar até ao fim do filme. Por mais que seja um filme sobre (na altura) um amor polémico, é tratado de forma muito subtil e com muita classe, devido à presença de Cate e Rooney.


Há uma entrega de ambas muito bonita, cada uma à sua maneira, inicialmente até parece que Carol usa e abusa do seu charme para se aproveitar de Therese, mas não… é inevitável a aproximação das duas. É daquelas conexões instantâneas que temos e só acontecem uma vez nada vida. 


O bom argumento de Phyllis Nagy é bastante sofisticado e com um carisma muito elegante, que pretende discutir a pureza do amor e é isso mesmo que faz! Uma mulher que vive pela primeira vez uma história de amor com uma mulher que já sofreu muito por causa do amor. Therese questiona, como é amar alguém? Do que é feito o amor? Será que é possível ser amado de verdade?... Até que chega Carol e responde a todas as suas dúvidas.


A fotografia de Edward Lachmann é tão bonita que nos distrai do que está a acontecer. Mas acho que, o filme foi uma vitória só pelo facto de ter um argumento que não vai pelo caminho mais fácil de abordar cansativamente as diversas resistências de uma sociedade dos anos 50, machista e moralista. Dá mais valor à construção das duas personagens principais que é o que dá essência ao filme e evita aprofundar as cenas de vingança e amargura do marido traído.

 
Outra vitória, foi a união de Cate Blanchett e Rooney Mara que fazem uma das maiores atuações das suas carreiras. Nunca chegam a ser exageradas e aplaudo cada detalhe trabalhado, desde o jeito de andar a um simples olhar ou até mesmo a forma como vestem o casaco… 

Carol é equilibrado em todos os níveis. Para além disso, é uma história que respira elegância. Acredito que ficamos todos meio apaixonados por Carol e Therese!




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