Foge

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Duração: 104 minutos

Data de Estreia: 24 / 02 / 2017

Orçamento: $ 4.500.000

Receita: $ 255.407.969

Linguagem: Inglês

Status: Lançado

Produtora /s:

Monkeypaw Productions Blumhouse Productions QC Entertainment

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Sinopse

Chris e Rose são namorados há já algum tempo. Com o evoluir da relação, ela acha que é chegado o momento de o apresentar aos pais, Missy e Dean. É então que resolve convidá-lo para a reunião familiar que todos os anos os pais organizam em sua casa, numa zona rural dos EUA. Apesar da relutância dele, Rose acha que não há qualquer razão para comunicar aos progenitores, que ela considera cultos e esclarecidos, o facto tão pouco significativo de ele ser negro. Quando lá chega, apesar de toda a simpatia com que é tratado, Chris percebe que algo de muito estranho se passa naquela casa. E quando resolve fugir daquele ambiente bizarro e um pouco claustrofóbico, percebe que ninguém está interessado em deixá-lo partir…

Review

ranting

Reviews: 88
Seguidores: 2


Foge

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31 / 08 / 2020

Tive muitas dúvidas se deveria ou não, escrever sobre Foge. Quem viu provavelmente vai entender. É que este filme é uma expressão aterrorizadora da opressão social, por isso, também é um filme cheio de mensagens e jogos psicológicos que nem sempre são fáceis de captar. A verdade é que não tenho a certeza de ter a sensibilidade certa para escrever sobre Foge. Mas resolvi arriscar apenas num contexto resumido do filme porque o considero de altíssima importância (e qualidade).


Noto que o cinema tem sido cada vez mais um palco eficaz que dá luz a assuntos sociais e políticos importantes. Uma coisa é quando o objetivo é influenciar as ideologias de alguém, outra coisa é quando se utiliza o cinema para denunciar um problema social ou político. Acho que consigo ver Foge nos dois lados. E quando a mensagem é tão complexa, faz todo o sentido utilizar o cinema para expressar as ideias dos realizadores de uma forma mais leve, com humor ou fantasia. 


 Jordan Peele estreia-se como realizador em Foge, um terror satírico que trata assuntos de agressividade tóxica racial. Chris (Daniel Kaluuya) é um jovem negro que namora com Rose (Alison Williams), uma jovem branca. O casal vai visitar os pais de Rose, que supostamente não sabem que a filha com Chris. Quando o casal chega à casa dos pais de Rose, tudo muda. O tom dos diálogos, a banda sonora, a fotografia, os cortes. O filme torna-se violento a partir do momento em que Chris começa a perceber que algo está errado.


O curioso foi: Eu senti que algo estava errado no mesmo momento que Chris sentiu. Não foi antecipado nem foi imaginação. É através dos olhos de Chris que tiramos as várias camadas do filme, camadas que são cada vez mais traumatizantes. 


Acima de tudo, Foge é mais um exemplo em como um grande argumento é metade do sucesso. Jordan Peele arriscou um tiro no escuro, porque escolheu fazer à primeira um filme de suspense/terror em que misturas doses de humor para expressar a sua crítica social. Tenta tratar com naturalidade a desconfiança que existe entre brancos e negros e essa naturalidade é bem explorada nos diálogos das personagens. 


É um filme de influência e denúncia. Creio que é obrigatório ser visto e refletir sobre ele. E espero que Jordan Peele continue a ter estreias do mesmo nível de qualidade que este Foge!




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