The Other Lamb

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Duração: 97 minutos

Data de Estreia: 03 / 04 / 2020

Orçamento: Sem Informação

Receita: Sem Informação

Linguagem: Inglês

Status: Lançado

Produtora /s:

Rumble Films Subotica

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Review

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Reviews: 58
Seguidores: 2


The Other lamb

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31 / 08 / 2020

Ontem à noite tive a oportunidade de ver The Other Lamb, no festival de cinema IndieLisboa2020, e estava tudo contra o filme. Foi uma sessão ao ar livre, estava frio, há um bar junto ao espaço que tinha a música alta, as pessoas falavam do lado de fora, as legendas foram colocadas muito abaixo e foi quase impossível ler. Mas mesmo assim o filme fez-me esquecer todos estes entraves e acabei por ficar completamente perdido na história.


Assim que o filme começa, destaca-se logo pela beleza. A cinematografia de Michał Englert e a direção de arte do Ferdia Murphy são das melhores que já vi este ano, talvez até de alguns anos.

O filme é capaz, apenas pela aparência, de transmitir todas as emoções de medo, desespero, solidão e autodescoberta.


Desde o início do filme, não há dúvidas de que o realizador, Małgorzata Szumowska, preocupou-se com a história e tem uma visão muito clara e própria dele.

A visão orienta este filme e é capaz de criar camadas em cima de camadas. Talvez, algumas das camadas nem sejam intencionais, mas aos meus olhos, este filme é muito mais do que uma história de autodescoberta de uma rapariga forte.




Vi a autoconsciência de uma sociedade que está a ser alimentada com "notícias falsas” e que está a ser manipulada. Mas com o tempo, começa a conseguir ver por trás de isso tudo.


Raffey Cassidy está incrível neste papel e teve muitos momentos que me fez perder só no modo como ela consegue atuar sem falar. Os seus olhos e os momentos de silêncio dizem mais do que 1000 palavras, sou fã!

Michiel Huisman também é capaz de transformar o curto tempo que teve no ecrã, numa performance que vai fazer-te arrepiar sem nunca ter de exagerar. E honestamente, este é o principal motivo pelo qual a interpretação é tão perturbadora, a maneira como ele equilibra a natureza carinhosa com o seu interior monstruoso é inesquecível.


Este filme é quase perfeito, pela forma como começa, por nunca dar certezas de que época é, pela forma como joga sempre numa linha muito ténue com o tema "cult" e sempre a deixar-nos a ferver de emoções. Mas é ainda mais perfeito pela forma como termina, sem nunca sentir necessidade de nos mostrar sangue, mas consegue deixar uma mensagem clara de que mais cedo ou mais tarde vamos abrir os nossos olhos.




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