Whiplash - Nos Limites

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Duração: 107 minutos

Data de Estreia: 10 / 10 / 2014

Orçamento: $ 3.300.000

Receita: $ 13.092.000

Linguagem: Inglês

Status: Lançado

Produtora /s:

Bold Films Blumhouse Productions Right of Way Films

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Sinopse

Sob a direção do impiedoso professor Terence Fletcher, Andrew Neiman, um jovem e talentoso baterista, procura a perfeição a qualquer custo, mesmo que isso signifique perder a sua humanidade.

Review

ranting

Reviews: 88
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Whiplash - Nos Limites

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01 / 09 / 2020

Há uma barreira de gelo muito fina que separa o sonho da obsessão. Os sonhos são como uma semente que é plantada no jardim e se for regada, cresce de dia para dia até ter estrutura suficiente para “dar frutos”. Durante o crescimento, estamos só a ser pacientes e conscientes daquilo que plantámos para não surgirem surpresas. Mas depois de plantada não há volta a dar. Vai crescer, crescer… E só depois é que sabemos, valeu ou não a pena?

O realizador Damien Chazelle, apostou na força de um sonho neste filme que traz um olhar intenso e perturbador sobre a perfeição.

Andrew Neiman (Miles Teller) quer ser o melhor baterista do mundo. Tem dedicação suficiente para se tornar num dos melhores, se não o melhor da escola. Começamos com uma cena de Andrew a praticar bateria, quando nota a chegada do professor Terence Fletcher (J. K. Simmons), vestido de preto e totalmente assustador. E nem estou a exagerar, ao longo do filme temos cada vez mais a certeza do quão assustador é este professor. Terence está à procura de alunos talentosos para ingressar na banda de jazz. 

Começa com uma dinâmica que vai correr até ao fim do filme: Andrew luta pela aprovação do professor Terence.

O conflito centra-se só nestas duas personagens, mas foi J.K. Simmons que me deu arrepios. Frio, impiedoso, arrogante e agressivo, este é o professor que intimida os alunos para tentar retirar o melhor possível de cada um deles.

Mas, é uma personagem com experiência, transparece autoridade e conhecimento, confiamos nele quando queremos ser perfeitos e quando queremos trabalhar para ser cada vez melhor.

Por Andrew senti-me triste, vejo-o a treinar arduamente para conseguir o que quer, mas é constantemente humilhado pelo professor. Deu-me aquela súbita vontade de saltar para o ecrã e dar pontapés no Fletcher e logo a seguir abraçar o Andrew até me caírem os braços. 

Parece que tanto os atores como a restante equipa atrás das câmaras trabalharam para a perfeição. As atuações dos atores são excecionais, tem uma narrativa bastante eficaz, a fotografia e a banda sonora constroem em conjunto uma sequência brilhante, mas mais do que os pormenores técnicos, Whiplash vence pela intensidade da sua mensagem.

O professor usa o bullying como ferramenta pedagógica e Andrew, movido pelo sonho, dedica-se a 100% ao professor, chega a sangrar por ele, literalmente!
É um filme muito pesado que me colocou em perspetiva a dimensão de cada sonho e o que estamos dispostos a fazer por eles.

O filme é emoção pura. E, não te esqueças, tens direito a duas horas de boa música. Música que acrescenta ainda mais emoção!




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