Hunted

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Duração: 96 minutos

Data de Estreia: 08 / 09 / 2020

Orçamento: Sem Informação

Receita: Sem Informação

Linguagem: Francês

Status: Lançado

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ranting

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Hunted

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08 / 09 / 2020

Este é o primeiro filme a solo de Vincent Paronnaud; ele costuma fazer, na sua maioria, filmes de animação, e depois de ter ganho o Prémio do Júri do Festival de Cannes em 2007 com “Persepolis”, uma bonita animação sobre uma rapariga na puberdade podíamos esperar qualquer coisa dele, excepto isto.

Os filmes de violação e vingança são um subgénero de exploração, era um género particularmente popular nos anos 70, mas temos visto o seu reaparecimento ultimamente; normalmente, estes filmes estão escondidos atrás de um véu de feminismo e emancipação da mulher mas normalmente parecem mais uma desculpa para servir os instintos voyeuristas de muitos homens.
Muitas vezes, no centro da discussão está o pensamento de que, o problema é que nunca são mulheres a realizar este tipo de filmes, em alguns casos, eu concordo, mas Paronnaud mostra que até os homens podem fazer melhor.

A diferença neste filme é que, em certa medida, tu não chegas a ver esta mulher ser vítima, uma vez que desde o primeiro momento ela é apresentada como uma mulher forte que sabe o que quer, mas ao mesmo tempo está assustada. Mas ela nunca se permite a si própria ir-se abaixo; nunca é apresentada como um símbolo de sexismo para puxar audiências.
Mais, nunca se vê qualquer pedaço da sua pele, ela tem sempre um casaco vermelho vestido, pode soar estranho que ela esteja a fugir pela floresta enquanto usa um casaco vermelho, mas aqui é onde a arte toma controlo sobre a lógica.

Paronnaud adora fábulas, muitos dos seus trabalhos têm esse factor em comum, e este trabalho não fugiu à regra, temos aqui uma versão moderna da Capuchinho Vermelho onde o Lobo são homens mas que no fim a pequena menina, afinal, não precisa de nenhuma ajuda.

Esse elemento de direção artística é claro desde o início com o começo do filme onde temos animação misturada com live-action e isso acentua o tom para momentos que não têm lógica mas até se deixa passar porque é desta forma que o realizador acerta o tom do filme para o resto da sua duração.

O filme tem tantas camadas e é tão interessante na sua construção, que aquilo que esperas que pode acontecer, acontece de outra forma e cresce e até os atores crescem com ele. Lucie Debay a certo ponto, parece a parte mais fraca do filme, mas isso era só uma parecença, porque a sua personagem estava só a manter-se numa linha, para depois evoluir com o filme e para, quando este explode, ela explode com ele.
Arieh Worthalter é incrível neste filme, ela está por todo o lado e para muitos pode não resultar, mas para mim foi fantástico e é só como eu imaginei que o “Lobo Mau” poderia ser, divertido, charmoso, assustador e completamente louco.

Adorei este filme e acho que é um dos melhores exemplos de um realizador com uma visão clara e usa essa visão para magicar na sua cabeça um género que normalmente não traz nada de novo.




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