O Cão Branco

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Duração: 90 minutos

Data de Estreia: 07 / 07 / 1982

Orçamento: $ 8.000.000

Receita: $ 46.509

Linguagem: Inglês

Status: Lançado

Produtora /s:

Paramount

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Reviews: 60
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O Cão Branco

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09 / 09 / 2020

Para começar o segundo dia de MotelX tivemos o primeiro filme de uma muito interessante e importante secção do festival deste ano, "Pesadelo Americano: O Racismo e o Cinema de Terror". Esta é uma secção que selecionou sete filmes cujo tema principal é o racismo nos Estados Unidos da América e na minha opinião o primeiro filme não poderia ter sido mais relevante: "O Cão Branco".


A razão pela qual "O Cão Branco" é perfeito para abrir esta conversa sobre racismo é a de que, ao contrário de muitos dos filmes sobre racismo que se focam em conseguências, este aqui foca-se nas rigens e razões do racismo em si.


"O ódio ensina-se".


Esta é, mais ou menos, a premissa do filme, ninguém nasce a odiar alguém e a ser racista, isso é ensinado e por vezes pode-se desaprender mas algumas vezes é tarde demais e é preciso ter a certeza, que de um modo geral, a fonte do problema está seca.



Este é um dos filmes que tivemos a sorte de ver porque podia muito bem nunca ter acontecido, foi baseado num romance autobiográfico escrito por Romain Gary e quando foi pensado estava quase para ser realizado por Roman Polanski mas depois das suas acusações acabou por entrar num limbo de adaptações por parte de vários autores.
O filme nunca foi um projeto fácil de ver nascer porque houve muitas associações de negros que não o queriam porque pensavam que ia ser uma coisa diferente e até houve medo de retaliações por parte dos KKK. 



Em 1981, Samuel Fuller chega e faz algumas alterações ao texto, o texto começa a ser mais sobre salvar o cão, e este é um dos elementos que acredito que fizeram deste filme, um filme importante contra o racismo.
Ao ser usado um cão, conseguiram indicar vários pontos desta temática que de outra forma seria difícil de indicar, eles mostraram que as falhas não são bem do cão mas sim da sua educação, eles nunca tentam dar toda a informação sobre isso, deixam antes que as pessoas cheguem a essa conclusão.



Com Paul Winfield no papel de treinador, o filme consegue mostrar que, com carinho eles mostra ao cão que a cor da pele não faz os inimigos, vemos a viagem do cão entre raiva e confusão ao aperceber-se disso, parecido ao que se fez no "American History X" em 1998.


Há alguns problemas que não ajudam o filme a envelhecer bem e a edição, por vezes, parece fazê-lo um filme de TV, mas tudo se pode passar ao vermos quão inteligente o filme é a criar parelelismos entre a sociedade e este cão que ainda são relevantes hoje.




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