Pelikanblut

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Duração: 121 minutos

Data de Estreia: 24 / 09 / 2020

Orçamento: $ 2.000.000

Receita: $ 0

Linguagem: Alemão

Status: Lançado

Produtora /s:

Junafilm SWR/Arte Miramar Film

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Pelican Blood

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10 / 09 / 2020

Sangue de pelicano... vem de uma fábula que dizia que uma mãe pelicano, em desespero para reviver os seus dois bebés pelicanos, fez dois furos em si própria para deles sair sangue para os seus bebés e assim salvá-los. E é muito sobre isto que este filme nos conta, sobre o amor incodicional de mãe, sobre a origem da palavra amor que na sua origem queria dizer "dar a vida por" e esta mãe fez de tudo para ajudar a filha.


Wiebke é uma dona de uma quinta de cavalos e treina alguns deles para os vender à polícia para serem usados em controlo de população em manifestações e coisas parecidas. Tendo já adoptado uma filha, o filme começa com as duas a irem buscar uma segunda filha que vão adoptar. Só que, esta segunda filha vai dar problemas. Para além de ter passado por um trauma gigante enquanto bebé, ela é violenta, apática, parece não ter sentimentos e vai fazer a vida da mãe e da irmã num inferno.


A história contada por Katrin Gebbe é mais uma confirmação do talento desta realizadora que teve os seus dois primeiros filmes (este é o terceiro), um selecionado para o Festival de Veneza e outro no Festival de Cannes. O talento de Katrin a contar histórias de suspense que crescem com as personagens ao mesmo tempo que as personagens crescem com a história é extraordinário e isso vê-se claramente aqui. 

Entre as relações de amor entre mãe e filha, diferentes para cada filha dadas as circunstâncias, e as de uma possível relação amorosa, a realizadora vai dando um lamiré do que é viver com alguém com uma problema mental, de como é tratar ou não esses problemas em criança e como é sempre mais fácil desistir.


Com grandes interpretações de todos os atores e atrizes que aqui contracenam eu quero destacar a pequena menina que faz de Raya, Katerina Lipovska, que com, no máximo, 7 anos é já uma atriz gigante ou pelo menos é neste filme. Ela vai do choro ao grito, ao sorriso, a uma complexidade de emoções que muito adulto não consegue ter sinceramente quanto mais fingir. Sempre me questionei se as crianças que entram neste tipo de filmes não ficam assustadas ou como é que os realizadores escondem das crianças as partes mais, digamos, assustadoras.


O filme não tem terror nenhum durante a sua maior parte do tempo, e a mim pareceu-me até o terror começar um excelente exercício sobre doença mental em crianças e a vida familiar em redor disso, mas, perto do fim, o terror entra um pouco à pressão, quase que parece que pode ter sido posto ali só mesmo para este filme poder entrar neste género.




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