The Trial of the Chicago 7

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Duração: 130 minutos

Data de Estreia: 25 / 09 / 2020

Orçamento: $ 35.000.000

Receita: $ 104.048

Linguagem: Inglês

Status: Lançado

Produtora /s:

Paramount Cross Creek Pictures ShivHans Pictures DreamWorks Pictures Amblin Partners Double Infinity Productions MadRiver Pictures Marc Platt Productions Reliance Entertainment Rocket Science

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Os 7 de Chicago

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16 / 10 / 2020

O novo filme de Aaron Sorkin já chegou à Netflix e deve conquistar os tops de visualizações. Se não o fizer, poder-se-á afirmar, com toda a certeza, que os subscritores desta plataforma não se interessam por filmes fortes, verdadeiros e com uma mensagem a passar. 



“The Trial of the Chicago 7” é inspirado em factos verídicos, conta-se aqui a história das manifestações pacíficas que deram para o torto durante a Convenção Democrática em Chicago durante o verão de 1968. À partida, é complicado imaginar manifestações de grupos anti-sistema numa convenção do partido democrático mas, se me permitirem uma pequena lição de política, é preciso pensarmos que a guerra do Vietname estava a matar mais que nunca e que o partido democrático se preparava para eleger como candidato à presidência um homem que sabiam que nunca iria fazer frente a Nixon, deixando assim as eleições entregues ao Partido Republicano, tal como aconteceu.



Mas agora ao filme em si. Com um elenco de luxo encabeçado por Eddie Redmayne e Sacha Baron Cohen, juntam-se nomes com os de Alex Sharp, Jeremy Strong, John Carroll Lynch, Yahya Abdul-Mateen II, Mark Rylance, Ben Shenkman, Frank Langella e Joseph Gordon-Levitt. Este último, que tem estado bastante ativo em vários projetos originais Netflix, vimo-lo em “Power” também, volta a interpretar uma personagem que adoramos odiar, ele é o advogado de acusação dos sete ativistas postos a julgamento. 



Entre injustiças e coisas que me pergunto como podem acontecer numa sociedade dita democrática, os sete ativistas são então levados a julgamento e o filme passa-se sobretudo aí, parece quase uma versão mais moderna e dinâmica de “12 Angry Men” mas é muito mais do que isso. É uma mensagem de Sorkin. Sorkin que mostra aqui uma segurança incrível a manejar a câmara, com planos corridos e aproximações às personagens feitas de forma muito suave e bonita como se vê bem na primeira cena de tribunal.



A cena em Sacha Baron Cohen está no banco das testemunhas é das mais fortes que vi nos últimos tempos e mostra o grande ator que ele é. Pensar que Cohen iria ser o engraçadinho que estaria ali para aliviar um pouco a tensão de um filme que se demonstrava pesado, podia até ser pensado e equacionado pela maior parte das pessoas que viram o trailer, mas deixem-me dizer que é muito mais do que isso, o arrepio de estar perante uma performance histórica sobre um momento horrível mas também ele histórico é realmente grande e arrebatador.



Que grande filme de Sorkin, tão bem escrito e realizado. De emoções fortes a escorrerem-me pela cara, vos escrevo que este é um filme obrigatório para todo o mundo ver (é um pouco contraditório obrigar alguém a fazer algo depois de ter sentido tanto a luta destas personagens mas não encontro melhores palavras) e se todo o mundo vir e interiorizar, sairemos destes tempos conturbados, melhores pessoas e viveremos numa melhor sociedade. 


Viva à liberdade e aos homens e mulheres que lutam por ela todos os dias!




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