Borat Subsequent Moviefilm

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Duração: 96 minutos

Data de Estreia: 23 / 10 / 2020

Orçamento: Sem Informação

Receita: Sem Informação

Linguagem: Inglês

Status: Lançado

Produtora /s:

Amazon Studios Four by Two Films Oak Springs Productions

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Borat Subsequent MovieFilm

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23 / 10 / 2020

O momento tão aguardado chegou, pelo menos aguardado por mim, muito aguardado. Sou muito fã do trabalho de Sacha Baron Cohen, da forma como ele usa o cinema para passar uma mensagem, como o conteúdo dele "não é desprovido de conteúdo" e Borat, o primeiro filme, foi o nascer de uma personagem que faz isto na perfeição, com humor e sarcasmo, Borat desmascarou muita gente e mostrou a real sociedade norte-americana. E este filme, superou-se. Superou-se mesmo e é horrível o que se descobre aqui e o que se vê aqui e que se passa diariamente naquele país.


É ótimo ver esta personagem de volta, parva como sempre, com piadas mais acutilantes, com mais sarcasmo e sem vergonha de ser aquilo que é, um jornalista de um país com estranhos costumes, costumes deploráveis (mas que parecem ser aceites na maior parte dos sítios onde vai nos E.U.A.) que ele vai levar até ao fim. Neste filme, temos um Borat a falar mais a sua língua natal e menos inglês. 


As coisas que ele põe americanos a dizer parecem ser mentira, a facilidade com que pessoas o ajudam a tratar a filha como um animal e em celebrar as crianças mexicanas que estiveram presas em jaulas, ou até ajudá-lo a comprar gás para "matar ciganos" é horrível, deplorável, angustiante mas mostra bem como Sacha Baron Cohen é bom ator, fica sempre em personagem num filme em que não há take 2, tem que sair tudo à primeira. 


Em cada diálogo, quase cada fala, ele diz uma piada incrível, muito inteligente, está muito bem escrito.


A cena do baile é extremamente desconfortável, por todas as pessoas terem uma figura feminina imaginada na sua cabeça e depois, quando aparece alguém diferente... é complicado para a sociedade aceitar. Não sabia que ainda existiam bailes daqueles na vida real, realmente a propaganda americana apresentada nos filmes de Hollywood difere bastante da realidade.


Como já repararam, não estou a escrever sobre performances de ator, banda sonora, fotografia ou outros aspetos a reparar quando se tenta criticar um filme, não é um filme fácil de apontar erros ou cenas incríveis de filmagem. Mas é um filme que choca e serve para isso mesmo.


É incrível como naquela sociedade as figuras mais altas da sociedade, as pessoas que têm mais poder, são as piores pessoas e as melhores lutam diariamente por uma vida razoável. A babysitter que aparece neste filme é o verdadeiro exemplo de uma boa pessoa e serve, também, para mostrar a alguma crítica que diz que Cohen escolhe os piores e só mostra mesmo os piores nos seus filmes que isso não é verdade, simplesmente, os maus são muito mais que os bons.


O combate às fake news e os espaços publicitários no Facebook, uma das grandes lutas de Sacha Baron Cohen nos últimos tempos também é um tema abordado no filme, e de uma forma que assusta toda a gente, como notícias falsas podem criar opiniões que contrariam acontecimentos históricos.


Filmado no Texas, ou seja, temos pessoas do sul deste país, que dizem que os democratas são piores do que o vírus covid-19, ou que Hillary Clinton bebeu sangue de bebés. É de rir mesmo, de rir para não chorar.


A cena do rally contra a Covid é impressionante. Entre saudações nazis, cânticos que têm como letra "injetar a covid-19 no Obama" ou de "cortar Obama aos pedaços", parece impossível que aquilo que se mostra aqui seja verdade mas é mesmo, infelizmente. 


O final do filme é surpreendente e, perdoem-me se é adjetivação excessiva mas, genial. 


p.s.: se Rugani não for preso ou, pelo menos julgado, que as Nações Unidas intervenham, isto não pode passar impune.




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