Gambito de Dama

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Temporadas: 1

Data da Estreia: 23 / 10 / 2020

Última Temporada: 23 / 10 / 2020

Total de Episódios: 7

Duração por Episódios (aprox): 60 minutos

Em Produção: Não

Linguagem: Inglês

Produtora /s:

Netflix

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Sinopse

Num orfanato do Kentucky nos anos 50, uma rapariga descobre que tem um talento prodigioso para o xadrez. Mas além dos duelos no tabuleiro, debate-se com a dependência.

Review

ranting

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Gambito de Dama

Reação dos fãs:

1

03 / 11 / 2020

Se achas que xadrez é uma seca, prepara-te para mudares de ideias. Queen’s Gambit é a nova série da Netflix passada em finais dos anos 50 que te apresenta Beth Harmon. Uma órfã que se revela rapidamente uma jovem prodígio, a vingar num mundo de “maçãs de adão” para ser a melhor jogadora de xadrez do mundo. Peculiaridade é o que pode definir a genialidade desta personagem, misturada com traumas de infância e vícios, naquilo que podemos chamar uma obsessão pela busca da perfeição. 



Os episódios rondam os 45 a 60 minutos, mas parecem tão rápidos como a velocidade das jogadas de Beth. Para quem é uma naba do xadrez (sim, admito!), senti muitas vezes que estava a ver um filme estrangeiro sem legendas. Mas na verdade, até é a melhor parte. Isto porque o entusiasmo, silêncios, olhares e expressões corporais das personagens têm a sua própria linguagem. E tudo isso, por si só, preenche as lacunas.



 Para os amantes de xadrez, acredito que seja o verdadeiro delírio. Não falamos de uma brincadeirazinha. Falamos de nomes verdadeiros que inspiraram jogadas, livros técnicos, expressões que nunca irei decorar na vida. Mas continua a ser excitante, sabem porquê? Porque até os mais geniais estão enterrados em traumas, e muitas vezes são esses traumas que lhes traçam o caminho. 



A verdade é que “Queen’s Gambit” tem um caminho muito bem traçado. A narrativa intercala passado com presente e futuro na medida certa, e os primeiros momentos caricatos do episódio 1 deixam-nos presos à quantidade de possibilidades... Quem está no quarto de hotel com ela? Para o que é que está atrasada? Porque raio é que está enfiada na banheira? Quem é a pessoa tão importante com quem ela vai jogar? 



E de repente “BAM”, voltamos ao passado: Beth Harmon, 9 anos, órfã. Depois de um acidente que envolveu a morte da mãe, Beth, interpretada por Anya TaylorJoy, é levada para um orfanato feminino. Lá conhece Jolene, uma órfã mais velha que lhe dá o melhor truque para tomar a medicação diária forçada; e uma das personagens mais importantes: o contínuo Sr. Shaibel (Bill Camp) que, apesar de muita resignação, a ensina a jogar xadrez na cave da escola. A surpresa é que rapidamente repara que Beth não é uma criança normal que gosta de jogar xadrez. Pelo contrário, ela precisa, e não para enquanto não souber ganhar.



Entre vitórias arrebatadoras, corações partidos e uma figura feminina, que conquista sem misericórdia em tempos de “donas de casa desesperadas”, este é um pequeno grito de libertação e empoderamento. Mas à mistura vem o álcool, os comprimidos que nunca deixaram de lá estar, e sobretudo o medo de falhar. 



Uma história bem feita, que nos entrega docemente a quantidade suficiente de “cringe” entre génios, os silêncios necessários, alguns risos tontos e muita admiração. No final não se trata de Beth Harmon contra os “invencíveis”, mas sim contra ela própria. Porque quando achamos que estamos sozinhos, é quando nos mostram exatamente o contrário. E sinceramente, é finalmente bom acabar uma história que tinha tudo para ser triste, a sorrir com o coração “quente”.




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