Embriagado de Amor

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Duração: 96 minutos

Data de Estreia: 25 / 10 / 2002

Orçamento: $ 25.000.000

Receita: $ 24.665.649

Linguagem: Inglês

Status: Lançado

Produtora /s:

Columbia Pictures New Line Cinema Ghoulardi Film Company Revolution Studios Sony Pictures

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Sinopse

Barry Egan (Adam Sandler) é um pequeno empresário que passa por dificuldades financeiras. Tendo sido criado ao lado de 7 irmãs, a infância de Barry foi difícil e repleta de abusos, deixando-o com medo de amar. Até que entra em sua vida Lena Leonard (Emily Watson), uma misteriosa mulher por quem Barry se apaixona. Mas para ficar ao lado de sua amada Barry precisará viajar para o Havaí e enfrentar uma quadrilha de mafiosos.

Review

ranting

Reviews: 115
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Punch-Drunk Love

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04 / 11 / 2020

Sabem aquela sensação, aquele arrepio que dá no pescoço quando começam a ver um filme e sabem que vai ser diferente, que vai ser bom? Só mesmo pela forma como tudo começa. Deu-me esse arrepio assim que comecei a ver esta obra de Paul Thomas Anderson. Sou fã deste realizador e nunca tinha visto este filme dele que conta com Adam Sandler no papel principal, uma dupla improvável mas que aqui deu muitos frutos. 


A banda sonora a pautar os acontecimentos do início com uma percussão incrível é estupenda e faz-me bater o pé ao mesmo tempo que as cenas se vão desenrolando sob esse mesmo pautar.


É mais um filme onde Thomas Anderson mostra a sua técnica exímia a manusear a câmara, com uma cena no supermercado que é tão decisiva para esta afirmação que aqui escrevo, como a cena do acidente de onde chega aquele piano que é figura central no filme, também é.


Os simbolismos, a forma de filmar, a forma como os personagens estão a agir nervosamente, cria uma ação tensa, que me deixa ansioso, angustiado à medida que entro a meio do filme sem saber ainda o que se está a passar neste filme. Há um plano que apresenta em pormenor os "brothers" (grupo de raptores) em que a câmara passa pela cara de cada um deles em pormenor, acabando por passar por uma janela aberta de uma porta de carro que está tão, mas tão bom... são estas pequenas coisas que fazem dos grandes filmes isso mesmo, grandes filmes e este exemplo de plano é um dos muitos exemplos que encontro neste filme que me fazem indicá-lo como um grande filme.


É uma das histórias de amor mais bonitas que já vi desenrolar-se no ecrã, verdadeira, vencedora, musical... melódica.


Adam Sandler está muito diferente de tudo o que já fez. Diferente para melhor, melhor até do que em "Uncut Gems" acho. Apoiado por uma belíssima Emily Watson que não estando nada de soberbo com Sandler está, consegue sempre manter-se num bom nível, sem erros, e também por um Philipe Seymour Hoffman que aparece pouco e a gritar muito mas com aquela presença que lhe é reconhecida, tudo ligado pelo argumento genial de Paul Thomas Anderson que consegue assim criar um excelente e diferente filme.


Os meus parabéns, também, a Robert Elswit que como diretor de fotografia, faz um trabalho tão bonito, bonito ao ponto de imagens me fazerem sorrir ou emocionar como aquela em que as silhuetas de Barry (Adam Sandler) e de Lena (Emily Watson) se beijam na sombra com o mar de uma praia do Havai ao fundo.




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