Blackbird

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Duração: 98 minutos

Data de Estreia: 23 / 09 / 2020

Orçamento: Sem Informação

Receita: Sem Informação

Linguagem: Inglês

Status: Lançado

Produtora /s:

Millennium Films Busted Shark Productions Eclectic Pictures SF Studios Production

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ranting

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Seguidores: 2


A dor da despedida e de ficarem coisas por dizer...

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12 / 11 / 2020

Blackbird: A Despedida, é o mais recente filme de Roger Michell, realizador de "Nothing Hill" e o realizador concentra uma data de emoções dentro de um espaço tão pequeno mas que não há melhor para um filme sobre família, uma casa. A casa da personagem principal, Lily (Susan Sarandon), que durante um fim-de-semana vai servir para reunir a família porque são os últimos dias que tem para viver uma vez que, vai optar pela via da eutanásia para fintar uma doença que a poderia deixar sem capacidade motora e mental dentro de pouco tempo.


O elenco deste filme está recheado de estrelas. Vou começar por Rainn Wilson. Rainn interpreta uma personagem que eu amo, Dwight K. Schrute em "O Escritório" (The Office), versão norte-americana. Neste filme, Wilson é Michael, um pai dos subúrbios chatinho, muito interessado em curiosidades sobre tudo e mais alguma coisa e bastante empenhado em mostrar tudo o que sabe, vê-lo neste papel foio estranho porque estava sempre à espera de um salto ou golpe de karaté "a la" Dwight. Não deixa de ser um bom papel, fraquinho e completamente secundário mas ele é muito bom ator.


Passando agora ao argumento. Este filme é um remake do filme dinamarquês "Silent Heart" de 2014 e, apesar de nunca ter visto o dinamarquês, esta versão está muito bem conseguida, não sei se melhor ou pior por incapacidade de comparação, mas que está bem feita está. É um filme triste, dramático, de família, onde o espectador é guiado através de uma mar de emoções pesadas que chamam a lágrima. 


É um filme que teria argumento e capacidade de chegar a nomeações para Óscar mas que, dado como foi feito não sei se será bem assim. Então, Susan Sarandon tem nas mãos um papel fortíssimo, uma senhora que escolhe pôr termo à sua vida e vai passar os últimos dias com a família. E Susan faz um ótimo papel, pesado, mas sempre com um sorriso, emotivo e verdadeiro só que... houve um problema a meu ver. O alarido que uma casa megalómana e a necessidade de discursos e de esta personagem estar a relembrar coisas do passado, entre outros floridos, interrompe uma construção da personagem no momento em que se passa o filme e promove uma construção da personagem no passado, há um limbo entre os dois espaço-tempo e por isso, acho que não vai chegar para a nomeação.


Por outro lado, Kate Winslet é bem capaz de receber nomeação para melhor atriz secundária. O papel de filha conservadora chatinha, acentou-lhe bem. Ela conseguiu mesmo enervar-me com toda aquela forma de estar e falar, mas o papel foi construído com essa intenção, parece-me. À medida que o filme avança e a vemos desabrochar e percebemos a relação que tem com a irmã mais nova vemos uma Winslet a dizer "estou presente e continuo a ser uma ótima atriz". 


Ninguém está mal aqui, temos ainda Sam Neill no papel de marido e a melhor amiga Liz (Lindsay Duncan) que tem uma presença incrível, apesar de não ser chamada muitas vezes ao plano principal. 


É um bom filme, emotivo e forte que é próprio para todas as idades. Não é chocante mas faz pensar, e muito!




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