Mainstream

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Duração: 94 minutos

Data de Estreia: 05 / 09 / 2020

Orçamento: Sem Informação

Receita: Sem Informação

Linguagem: Inglês

Status: Lançado

Produtora /s:

Automatik Entertainment American Zoetrope

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Review

ranting

Reviews: 115
Seguidores: 2


Assustadoramente bonito!

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17 / 11 / 2020

Por ocasião do LEFFEST, fui ver o novo filme de Gia Coppola, "Mainstream". A história que pretende escandalizar e fazer pensar a geração mais nova para os perigos da internet e do que as celebridades e influencers representam ou podem representar.


A história é centrada em Frankie (Maya Hawke), uma empregada de um bar com espetáculos que tem o sonho de ser realizadora, faz pequenos vídeos para publicar no YouTube, mas sem nunca ter conseguido atingir um número de visualizações substancial. Quando menos esperava, conhece Link (Andrew Garfield), um diferente rapaz que a cativa pela forma de agir e pelo discurso que profere, anti-sistema, anti-redes sociais, anti-dependência por telefones e smartphones. Este discurso é o alvo de um vídeo que Frankie publica de Link e que se torna viral dando início a uma rápida ascensão de Link, que no YouTube é conhecido como NoOneSpecial, em visualizações.


A escolha de Maya Hawke para o papel de Frankie foi perfeita. Maya é uma atriz impecável mas não é aquela atriz carismática máxima que rouba todas as atenções da cena para a sua cara e as suas ações o que é perfeito para esta personagem, uma miúda recatada, com muitos sonhos, mas sem a força para os desenvolver e com um sistema que a deita constantemente abaixo. Esta personagem está ao mesmo nível que Jake (Nat Wolff), o seu colega no bar, que é um escritor e músico talentoso mas que também ele está preso a um trabalho para poder pagar uma renda. Estas duas personagens complementam-se muito bem porque são muito parecidas e muito reais, muito semelhantes a um adolescente normal dos dias de hoje. 


Andrew Garfield, por outro lado, é o oposto! Link, o personagem que interpreta, é qualquer coisa de megalómano, excêntrico e grande e que bem que Garfield faz esse papel. Aparece como um zé-ninguém, com uma visão revolucionária para a sociedade, com uma presença e uma personalidade conquistadora que atrai e muito Frankie. Garfield tem uma performance genuína, uma entrega absolutamente fantástica que dá a este filme uma dimensão genial. Não sei se não é merecedora de nomeação a Óscar e isso virá muito de que outros filmes poderão estrear até à cerimónia do próximo ano, mas dada a conjuntura atual, parece-me que Andrew Garfield se pode intrometer por lá. 


Em termos de realização não vemos nada de espantoso ou de novo, vemos uma ótima edição com pormenores deliciosos, como as vinhetas que faziam parte dos filmes mudos a contar a história no princípio do filme, ou os emojis que aparecem em várias cenas, mas de resto não é nada surpreendente. O argumento está forte e faz pensar, cria desconforte e a última cena é muito poderosa. 


A escolha de Garfield para fazer um papel de aviso contra o perigo das redes sociais e para nos fazer pensar sobre as pessoas que esta mercantilização excessiva da internet está a criar não deixa de ser incrível, principalmente tendo em conta o papel que ele teve na biopic de David Fincher "A Rede Social" onde a história do Facebook é contada e onde ele é um dos amigos de Zuckerberg e um dos criadores da maior rede social do mundo. 


Um ótimo filme presente na secção Fora de Competição do LEFFEST que marca qualquer um, de uma forma ou de outra, mas marca.




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