Sol Posto

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Duração: 75 minutos

Data de Estreia: 20 / 11 / 2020

Orçamento: Sem Informação

Receita: Sem Informação

Linguagem: Portiguês

Status: Lançado

Produtora /s:

Cuca Monga Metrónomo

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O Sol Posto na carreira dos Capitão Fausto

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23 / 11 / 2020

Foi na passada sexta-feira, dia 20 de novembro de 2020, que uma das (infelizmente poucas) coisas boas deste pavoroso ano aconteceu. Pelas 20h, em quase todas as salas de cinema do país, o filme-concerto dos Capitão Fausto, "Sol Posto" teve a sua estreia e única exibição como afirmado pela banda lisboeta. E foi fantástico!



Gravado em Melides em setembro deste ano, Ricardo Oliveira pegou nos Capitão Fausto e fez com eles um filme muito bonito. A banda que já conta com quatro álbuns de estúdio gravados e que tem crescido exponencialmente em ouvintes e fãs deu agora um novo passo com uma mostra de uma nova forma de arte. 



Sol Posto tem uma narrativa muito própria, não é apenas um video-clip maior, não é apenas a filmagem de um concerto, é um filme a contar como a carreira destes lisboetas tem sido. O início do filme é passado no pôr do sol e aqui são apresentadas quatro músicas do primeiro e segundo álbum da banda. Eu faço um paralelismo com o pôr-do-sol a estes tempos de música que já lá vão; os capitão fausto já não são os mesmos que eram quando fizeram aqueles dois álbuns e o pôr-do-sol aqui significa um fim de ciclo, fim esse que foi criticado por muitos fãs mas que foi adorado e trouxe muitos mais à música deles. A segunda parte do filme é passado no nascer do sol, e aqui são tocadas quatro músicas do último e penúltimo álbum da banda, álbuns com um estilo que parece ser o caminho que eles pretendem seguir.



Deixando de parte a análise a esta narrativa, há que falar da fotografia. Ricardo Oliveira é um mestre. Neste filme é muito ajudado pela belíssima paisagem e sol de Melides mas a verdade é que só a paisagem não chega para atingir este resultado, Oliveira consegue mesmo ir buscar as emoções de cada um deles, conhece bem as músicas por isso vai buscar um close-up aos instrumentos no momento certo. Para além disto, ele brinca muito bem com luz e sombra, e criou cenários muito bons para este filme (a luz nos shots de noite feita com faróis das máquinas agrícolas estava incrível).



Para além disto, a edição também está muito boa, bonita até, diria eu. Será difícil contar-vos por palavras os momentos exatos em que notei isto mas, as silhuetas dos músicas a trocarem-se por imagens paisagísticas ou quando num caminho de árvores se filmam os intervenientes a fintarem-nas e a desaparecerem dentro delas... está muito, muito bom.



A banda sonora é, claro, magnífica. Depois de na primeira vaga, os capitão fausto terem lançado "Pontas Soltas", documentário sobre a gravação de "Capitão Fausto Têm Os Dias Contados" no primeiro confinamento desta pandemia, chegou-nos agora "Sol Posto" para nos ajudar a passar estes tempos. Para a banda, virá o quinto álbum e o lançamento do DVD do concerto que fizeram no Campo Pequeno antes da pandemia estoirar, para Ricardo Oliveira, fica a minha vontade de ver mais coisas do realizador, depois deste, de "Pontas Soltas" e de outros videoclips da banda, quero ver o realizador num filme de ficção próprio.Foi na passada sexta-feira, dia 20 de novembro de 2020, que uma das (infelizmente poucas) coisas boas deste pavoroso ano aconteceu. Pelas 20h, em quase todas as salas de cinema do país, o filme-concerto dos Capitão Fausto, "Sol Posto" teve a sua estreia e única exibição como afirmado pela banda lisboeta. E foi fantástico!



Gravado em Melides em setembro deste ano, Ricardo Oliveira pegou nos Capitão Fausto e fez com eles um filme muito bonito. A banda que já conta com quatro álbuns de estúdio gravados e que tem crescido exponencialmente em ouvintes e fãs deu agora um novo passo com uma mostra de uma nova forma de arte. 




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