The Prom

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Duração: 132 minutos

Data de Estreia: 02 / 12 / 2020

Orçamento: Sem Informação

Receita: Sem Informação

Linguagem: Inglês

Status: Lançado

Produtora /s:

Ryan Murphy Productions

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Review

ranting

Reviews: 115
Seguidores: 2


Parem de me tentar fazer chorar à força!

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11 / 12 / 2020

Sou fã de musicais, sou mesmo. Acho impressionante como é que atores e atrizes conseguem interpretar uma personagem enquanto fazem uma coreografia e cantam impecavelmente bem enquanto cenários mudam e, por vezes, até guarda-roupa. Estava, naturalmente, ansioso por ver "The Prom" uma grande aposta da Netflix numa adaptação de um sucesso da Broadway que prometia muito pelo elenco escolhido. 


Meryl Streep tem aqui um papel para ser aquele tipo de estrela convencida, narcisista, de nariz empinado, cheia de si que não é na vida real (ou pelos menos não parece nada ser) e isso é ótimo de presenciar. Por outro lado, James Corden está mau e irritante, sempre que ele entra em cena apetece-me carregar no botão de avançar.


O filme é apoiado numa boa reflexão sobre o que atores e atrizes têm que fazer fora de palco ou ecrã para ganhar certos prémios. A história fala sobre uma rapariga de uma pequena cidade do Indiana que, por ser lésbica e querer levar a sua namorada ao baile de finalista, faz com que a associação de pais da escola, que tem visões bastante conservadoras, anule a realização do baile (uma vez que não a podem proibir de ir). A precisar de alguma exposição e publicidade depois de um ponto morto nas carreiras, duas atrizes e dois atores da Broadway decidem ir até lá para tentar resolver a situação.


O filme tem coisas muitos boas, mas também tem muita coisa que poderia não estar cá. A quantidade de vezes que se diz neste filme "isto não é sobre mim, é sobre ti" fez-me perguntar se este filme seria para mim ou se teria que desligar. 

Sei que já escrevi isto várias vezes em outras críticas, mas vou fazê-lo novamente aqui. As legendas para português deste filme estão terríveis. A cada conteúdo em que isto acontece a imagem da Netflix sai mais rebaixada, mas na verdade, a gigante do streaming parece não se importar, de todo.


Andrew Rannels é uma das boas surpresas deste filme. Conheci-o na última temporada de "How I Met Your Mother (Foi Assim que Aconteceu)" com um pequeno papel que adorei e nunca mais o vi depois disso, até agora. A cena no shopping em que ele é estrela mostra um grande ator: coreografia, expressão, voz e presença enormes, que contrastam com um tema de cena secante mas que talvez ainda seja necessário repetir em comunidades muito católicas, dá um certo nível a este filme em termos musicais e de dança.


Tenho pena de ter visto pouco de Nicole Kidman aqui. A cena em que esteve apenas acompanhada da protagonista, Jo Ellen Pellman, foi das que mais (se não a que mais) gostei no filme, mesmo num papel extremamente secundário, Kidamn é rainha.


O filme tenta demasiado pôr o espetador a chorar sem nunca construir verdadeiramente a cena para lá chegar, há vários desses momentos que parecem ser postos à pressão. O guarda-roupa, luzes e edição salvam um filme que se vê bem, mas que não pode ter mais elogios que este.




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