Malcolm & Marie

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Duração: 106 minutos

Data de Estreia: 28 / 01 / 2021

Orçamento: Sem Informação

Receita: Sem Informação

Linguagem: Inglês

Status: Lançado

Produtora /s:

The Reasonable Bunch Little Lamb Productions

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Sinopse

Quando um cineasta e a namorada regressam da estreia do seu mais recente filme, tensões latentes e revelações dolorosas levam-nos a confrontar os seus sentimentos.

Review

ranting

Reviews: 116
Seguidores: 2


O cinema vive do argumento e aqui nota-se muito.

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05 / 02 / 2021

A Netflix volta a lançar um filme de produção própria a preto e branco. Depois de "Mank" de David Fincher, chega-nos "Malcolm & Marie" de Sam Levinson. Levinson, que já tinha trabalhado com Zendaya em "Euphoria", coloca a atriz no papel de Marie que contracena com Malcolm, um realizador de cinema interpretado por John David Washington.


Washington abre o filme com uma cena deslumbrante onde, feliz e sorridente, dança e canta enquanto os planos da cena vão mostrando a casa onde os dois protagonistas estão a passar a noite, depois de terem vindo da estreia do novo filme de Malcolm. É aqui que começa a ser possível perceber a história das duas personagens e o que os levou até aquele momento com um argumento repleto de crítica à crítica (desculpem-me o pleonasmo) de cinema de que os dois falam, como quando nos é dito que esta crítica particular interpreta qualquer filme feito por um negro como um instrumento político contra o racismo; algo muito pensado por Levinson.


Os monólogos de Marie mostram, todos, como Zendaya já é uma atriz de um nível superior, já conquistou e percorreu todas as etapas e está feita uma atriz completa e daqui será sempre a subir.


A imagem granulosa, resultado da câmara e forma de filmar, acompanha bonitos planos que, mesmo sendo a preto e branco, brincam muito bem com a luz.


John David Washington tem uma performance fenomenal, as emoções, a presença, a voz, a forma como dá e vive o texto, o monólogo de resposta à crítica do seu filme vai tornar-se histórico, disso tenho a certeza.


É um filme feito pela forma como o ator e a atriz representam o texto e apenas isso; e isso chega e sobra, afinal de contas, como nos ensina o filme, o cinema não tem que ter sempre uma mensagem, o cinema é feito de emoções e do que essas emoções provocam. 


Há aqui uma tentativa algo exaustiva de fazer um parelelismo entre os problemas da relação e os problemas que um realizador sente ao ler críticas sobre aquilo que cria, chega a ser cansativo demais. Só acho que poderá haver um outro erro, vá, algo que gostei menos neste brilhante argumento, o de os protagonistas usarem repetidamente palavras que não estão no leque de discurso numa discussão amorosa verbal, quente, dinâmica como esta, ainda para mais tida à rapidez com esta é tida.


Para concluir, é um filme para ver com muita atenção, para remoer palavras e emoções e, apesar de nem todo o cinema ter uma mensagem, este tem, mas vou deixar que a procurem, não vos vou eu fazer o trabalho por completo.




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